A tragédia de Notre-Dame e a vitalidade da fé cristã

Nesta segunda-feira da Semana Santa, todo o mundo ficou chocado com a notícia do trágico incêndio na Catedral de Notre-Dame em Paris. Essa não foi somente uma perda para os católicos franceses, para todo o Cristianismo, para a História e memória da humanidade. Mais que um belo templo cristão, era um símbolo de paz e unidade. A tragédia, contudo, traz uma metáfora para nós. Estamos na Semana Santa, maior data da fé cristã, quando refletimos sobre a morte e ressurreição de nosso Salvador e Senhor Jesus Cristo, que por seu sacrifício vicário na cruz, fez-se pecado por nós pecadores, trazendo-nos redenção. A morte não foi o fim, mas o início. Porque Ele ressuscitou e o túmulo está vazio, o Cristianismo tem em sua essência o renovo, a esperança e a resiliência, a vida a despeito da morte.

A Notre-Dame de mais 800 anos de legado não sucumbirá nas cinzas, mas será renovada. A causa tem movido à Unesco, o governo francês, milionários, turistas e o povo francês em geral. Ela florescerá, ainda mais forte e segura, inspirando milhões por muitos séculos, até a volta do Senhor Jesus, quando, aí sim, todos os templos católicos, ortodoxos, protestantes, novos ou antigos, perderão sua utilidade e chegarão ao fim. Até lá, a despeito de tudo, os templos resistirão ou serão reconstruídos.

Ao longo da história, o cristianismo tem sofrido perseguições e tragédias. Sob a espada romana, ele surgiu em Israel e se espalhou pelo mundo, não sem o rastro de sangue de mártires da fé, missionários e cristãos católicos e evangélicos, que deram a vida pelas Boas Novas de Cristo ao mundo. Ainda hoje, cristãos são perseguidos e mortos por sua fé, em especial na África, Oriente Médio e Ásia. Mas, como Jesus venceu, cada cristão também segue vencendo. Se templos e corpos mortais são destruídos, tornam-se adubos para que novos sejam levantados para pregar a fé, a esperança e o amor.

Embora, segundo avaliações iniciais, o incêndio no telhado da Notre-Dame tenha sido acidental, inúmeros outros não foram. Grandes e belas igrejas católicas têm sido incendiadas em toda a Europa nos últimos meses por intolerantes. Eles atacam não apenas um templo, mas uma visão e uma cultura sobre as quais as edificações foram construídas, ao longo de séculos de liberdade, igualdade e fraternidade, mas também de fé, esperança, amor e justiça. Valores que são herança do cristianismo, base para todas as nações ocidentais, e que estão sob ataque. No entanto, como outras “Notre Dames” do passado, eles não sucumbirão, mas renascerão em sua mensagem de esperança.

Feliz Domingo de Páscoa! Ele vive e reina dentro de cada um de nós, mesmo que igrejas e catedrais sejam destruídas, como Cristo, em um domingo de manhã, há a notícia do reviver. A fé sempre renasce, a luz sempre prevalece diante das trevas. Com Jesus, o bem sempre vence o mal, não pelas armas, mas pela força da fé e do amor!.

As sete últimas palavras da Cruz para sua vida hoje!

Depois de preso e açoitado pelos soldados romanos, Jesus foi condenado à morte por crucificação por Pôncio Pilatos, sob as intrigas dos fariseus judeus. No dia seguinte, iniciou a Via Dolorosa pelas estreitas vias de Jerusalém até o Monte da Caveira, fora dos portões da cidadepara que todos pudessem ver, conforme costume do império para amedrontar criminosos.Ao terminar o percurso cruel, Jesus é levantado ao madeiro às 9 horas da manhã, ficando ali exposto até às 15 horas da tarde. Lá estava o Filho de Deus, salvador da humanidade, que se fez como um de nós e pelo Seu sangue nos redimiu. Ao ser levantado no madeiro, Jesus portava uma coroa de espinhos e uma cruz que não eram Dele, mas nossas. Durante as horas de sofrimento na Cruz, Ele pronunciou Suas 7 últimas palavras na Terra. 21 séculos depois, continuam palavras poderosas para nós, nestes dias conturbados da pós-modernidade.


A primeira delas foi: “Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem” (Lucas 23:34),uma palavra sobre perdão. Todos precisamos receber perdão pelos nossos pecados, intencionais ou não. Porque você precisa de perdão? Porque você precisará perdoar, e ninguém pode dar o que não possui. Todos precisamos do perdão de Jesus de Nazaré; então, como você foi perdoado, perdoe.

A segunda palavra da cruz é: “Em verdade eu te digo hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43),uma palavra de redenção. Somente um dos dois ladrões crucificados demonstrou arrependimento e buscou a redenção. A tradição da igreja afirma que seu nome foi Dimas, mas não sabemos de fato. Este homem recebeu nas últimas palavras de Cristo na Terra a redenção.

A terceira palavra foi: “Mulher’ Eis aí o seu filho…Então disse ao discípulo: Eis aí tua mãe… “ (João 19:26-27), uma palavra de relacionamento, de encontro e de discipulado. Jesus termina Seu trabalho na Terra, mas Ele deseja estabelecer uma igreja unida pelo vínculo de Sua Palavra e Presença. A fé em Cristo não é, em essência, uma proposta de religião, mas de relacionamento.

A quarta palavra foi: “Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mateus 27:46 e Marcos 15:34), uma palavra de solidão. Jesus foi abandonado para que você pudesse ser acolhido, amado e aceito. Quem já não se sentiu sozinho neste mundo? Hoje, podemos até sentir solidão, mas nunca viveremos o abandono, pois Jesus fez isso por nós e nos acolheu.

“Tenho sede” (João 19:28) foi a quinta palavra e ela nos remete à dor. Ela mostra a natureza humana de Jesus. Não foi uma reclamação ou pedido, mas uma afirmação de que Ele era de carne e osso, tinha fome e sede. É por isso que Ele se compadece de nós, pois conhece todas as nossas dores.

A sexta palavra foi: “Está consumado” (João 19:30),uma palavra de entrega. Jesus declara que tudo o que deveria ser feito foi cumprido. É um sinal de que a obra de salvação se tornará eficaz por intermédio de Seu sacrifício em prol de todos os homens.

A sétima palavra da cruz foi:“Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!” (Lucas 23:46), uma palavra de vitória. Não era o fim, mas o começo da grande vitória eterna de Jesus, e nós que cremos, só ganhamos na vida quando entregamos tudo o que somos nas mãos do Pai. Ele triunfou por amor, Ele foi para o Pai e logo voltará para nós.

Jesus ficou 6 horas pendurado na cruz até morrer. Após o meio dia, o céu se escureceu, ilustrando perfeitamente a realidade do mundo espiritual. Durante o dia, Jesus trouxe perdão, redenção e relacionamento; após as trevas, Ele enfrentou solidão, dor e entrega para desfrutarmos de vitória! Que nesta Páscoa essas palavras façam diferença em sua vida e que você também seja agente de transformação ao recebe-las, celebrá-las e reparti-las. Foi tudo por você.