Divisões e reformas da Igreja Cristã

A história da Igreja cristã é riquíssima. Analisando a partir do terceiro século, com a conversão do imperador Constantino Magno em 312dC, nasce a “Era Bizantina” da Igreja, que perdurou do Século IV ao X. O nome vem da instauração da capital Bizâncio, depois chamada de Constantinopla ou Nova Roma, atual Istambul. Foram tempos de retorno à cultura grega, com ênfase em uma igreja mais ortodoxa e mística, repleta de concílios e dogmas e, consequentemente, o afastamento de raízes cristãs primitivas e a criação de diversas heresias. Paralelamente, neste período há a “Era Romana”, com capital em Roma. Nela a instituição do Imperador como líder da Igreja dá início ao conceito do papado.

O Grande Cisma da igreja, em 1054, significou a divisão plena entre as duas igrejas, Bizantina e Romana. Ainda assim a igreja do ocidente cresceu muito, impulsionada pelo desbravamento das Américas e África. Mas esta igreja fazia jus à era vigente, chamada de “Era das Trevas”. Em meio ao povo iletrado, sacerdotes vendiam de amuletos à salvação. Foi neste contexto que se levanta um monge afirmando que cristãos deveriam voltar às Escrituras e que ela deveria chegar às mãos de cada camponês. O desfecho deste movimento se dá em 31 de outubro de 1517, quando Martinho Lutero prega as 95 famosas teses que iam contra as indulgências, contra o papado e contra uma igreja que precisava urgentemente ser reformada. O evangelho reformado predominou na Alemanha, França, Inglaterra, Escócia e Países Baixos. Chegou às suas colônias, como a Nova Inglaterra, hoje, Estados Unidos da América. De lá, vieram a maioria dos missionários que chegaram ao Brasil: Metodistas, Presbiterianos, Congregacionais, Batistas, bem como os pentecostais, como a Assembleia de Deus. A partir daí as igrejas protestantes em solo brasileiro foram se miscigenando à brasilidade, assim como o catolicismo romano. Nascem fenômenos sociológicos como a Universal do Reino de Deus, Mundial e Plenitude, dentre outras, explicados mais pela sociologia do que pela história e teologia. A realidade fragmentada e eclética da igreja evangélica brasileira é a clara realidade da sua sociedade.

Consolida-se então, a igreja evangélica brasileira, que hoje em ascensão representa 22% da população, segundo o IBGE. É uma igreja protestante diferente de todas as outras no mundo. Mas cremos que Deus é soberano e que cuidará de Sua igreja. O fato é que tanto a Igreja Romana, quanto a Protestante do passado e do presente, devem muito à Reforma do Século XVI. Vamos à Nova Reforma! Afinal, um dos lemas da Reforma foi: “uma vez reformada, sempre reformando”..

 

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