Feliz ano novo de oportunidades!

Todos precisamos de um novo ano! E recebemos do Eterno Criador este presente. Você está pronto para esta oportunidade? Tenho certeza de que pessoas ricas que faleceram neste ano pagariam bilhões para terem mais um ano de vida, mesmo que fossem pobres. A vida é uma benção do céu na terra! Mas, você só aproveitará esta oportunidade com novas atitudes e boas escolhas. Um novo ano não se constrói com previsões do futuro, mas com sábias decisões no presente.

Neste novo ano, esteja bem com Deus, consigo mesmo e com o próximo. Tenha atitudes saudáveis e amizades confiáveis. Cuide, em especial, de duas questões vitais: suas emoções e seus relacionamentos. Viva com paz interior, bem resolvido consigo mesmo e com saúde em seus relacionamentos. Eles são chaves para todos nós. Neles, ou você será fortalecido e empoderado, ou será empobrecido e enfraquecido. Escolha andar perto de pessoas que te fazem ser maiores a cada dia. O velho ano de 2017 já faz parte do passado, bem ou mal, ele já acabou. Se alguma pessoa o prejudicou, não guarde mágoa, pois isso é como tomar veneno e esperar que os outros morram. É fundamental perdoar os que lhe feriram. Se você não voar mais alto e perdoar, quem acaba morrendo, antes de falecer, é você. Seja agradecido pela experiência vivida e, a partir de agora, construa para o futuro. A melhor definição de amor é tempo, e o melhor tempo é o agora.

Na vida tudo é uma questão de atitude. Decida eliminar o que foi negativo e inicie o novo ciclo de forma positiva. Olhe e viva verdadeiramente para frente. Se receber uma nova tarefa, saia da mentalidade de escassez. Não culpe os outros, mas assuma suas responsabilidades. Seja grato pelo seu momento e faça o seu melhor. Revolucione a partir da sua realidade e dos seus valores.

Como escreveu o rei Salomão: “Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida. Afaste da sua boca as palavras perversas; fique longe dos seus lábios a maldade. Olhe sempre para a frente, mantenha o olhar fixo no que está diante de você. Veja bem por onde anda, e os seus passos serão seguros. Não se desvie nem para a direita nem para a esquerda; afaste os seus pés da maldade.” (Bíblia – Provérbios 4:23-27). Valorize seu momento, sirva com alegria as pessoas da sua vida, mantenha o coração grato, livre-se de más companhias, inspire-se em pessoas que pensam e vivem para a grandeza. Em seus negócios, tenha visão de águia e em seus relacionamentos, tenha coração de ovelha. Viva para além de si mesmo. Feliz Ano Novo, com novas atitudes!.

 

Chegou o tempo de comemorar o Natal

A antiga canção de John Lennon relembra: “Chegou o Natal, a festa cristã, do velho e do novo!”. Celebramos o dia em que Deus nasceu no mundo, em forma de uma criança, trazendo paz, luz, amor e esperança. Uma nova aliança e vida para humanidade. O Filho de Deus, Jesus de Nazaré, nasceu em Belém, como uma criança humilde e marginalizada, e encontrou a todos neste mundo, oferecendo-lhes a reconciliação com Deus Pai. Herdamos muitas tradições em torno deste acontecimento. Mas o fato é que existe vida e esperança, porque existe Natal. Sobre o nascimento de Jesus, sabemos pouco. Ele nasceu antes da morte de Herodes Magno (Mateus 2:1; Lucas 1:5), falecido na primavera de 750 da era romana, ou seja, no ano 4 a.C. Conforme estudos, o ano mais provável do nascimento de Jesus é 7 ou 6 antes da era cristã. As primeiras comunidades cristãs não comemoravam o nascimento de Jesus. Somente a partir do ano 350 o Natal começou a ser comemorado no dia 25 de dezembro. Em torno da escolha desta data há uma longa história. Os celtas, por exemplo, tinham o Solstício do Inverno como um momento muito importante. O rigoroso inverno chegaria e não sabiam se terminariam a estação vivos. Por isso faziam um grande banquete de despedida do Sol no dia 25 de dezembro, com 12 dias seguidos de festas. A comemoração do Natal de Jesus surgiu de um decreto, feito pelo Papa Júlio I em 350 d.C. O nascimento de Cristo deveria então ser comemorado no dia 25 de dezembro, substituindo a veneração ao deus Sol pela adoração ao Salvador Jesus Cristo. A razão fundamental para a comemoração do nascimento de Jesus em 25 de dezembro se perdeu com a mudança no calendário, mesmo que a data continue sendo comemorada.

Para nós, habitantes do Hemisfério Sul, há menos razões ainda para se comemorar o Natal no dia 25 de dezembro. Nesta data vivemos os primeiros dias do verão e não do inverno. Porém, herdamos as tradições cristãs que vieram do Hemisfério Norte e, seja você um cristão ou não, cada vez que você escreve a data em um caderno ou computador, está fazendo uma referência direta ao nascimento de Jesus Cristo. Ainda assim, o mais importante é o fato do Natal. Celebramos este ato de amor maravilhoso de Deus: Ele veio ao mundo e inaugurou uma nova vida entre nós. Este é o motivo da nossa festa. Vamos juntos, povos do norte e do sul, festejar o Natal de Cristo! Está chegando o Natal, feriado em todo mundo, celebra toda a cristandade, o nascimento do Senhor dos senhores, Jesus Cristo, o Filho de Deus. Feliz Natal e um ano novo repleto de muitas bênçãos!

 

Chegou o advento do Natal

No primeiro século da era cristã, um acontecimento mudou para sempre a História da humanidade. Foi um impacto sem igual, em especial para a civilização ocidental, e ultrapassou o campo da religião, trazendo mudança social, cultural, educacional e espiritual para toda a humanidade. Este fato foi o nascimento de Jesus de Nazaré, em Belém, antiga província romana da Judeia. Hoje, para a cristandade, entramos aos domingos que antecedem o Natal, chamados de ciclos do advento.

Segundo o evangelho, certa noite, o anjo trouxe a grande notícia aos pastores que estavam no campo: “Não tenham medo! Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês, e ela será motivo de grande alegria também para todo o povo!” (Lucas 2:10). Gosto muito destas duas expressões: “Não tenham medo” e “Notícia de grande alegria”. Quando percebemos o que é natal em essência, precisamos admitir que o mundo continua precisando, e muito, destas boas novas.

Jesus veio ao nosso mundo para trazer, em meio a cenários de medo, notícias de alegria para todos os homens. Na época, o povo hebreu era oprimido pela ocupação romana, e ansiava pela vinda do Messias prometido há 600 anos, pelo profeta Miqueias (5:2-5). A notícia do advento do natal foi e continua sendo de alegria, paz, luz e libertação. Ainda que seja quase certo que a data exata do nascimento de Jesus não tenha sido dia 25 de dezembro, isso não faz a chegada do natal menos importante. O que importa é que, de fato, Ele nasceu. Deus se humanizou para demonstrar seu grande amor para a humanidade e, por isso, Jesus é o nosso Deus Emanuel (Deus presente). Esta é a mais linda manifestação de amor que a humanidade já pôde conhecer. Esta é a essência desta data: o Pai tornou-se nosso.

Ao longo dos anos, cada povo trouxe sua contribuição cultural à data. Da Alemanha veio a árvore, da Itália o presépio, da Turquia a tradição de São Nicolau, dos EUA vieram os musicais natalinos e a ceia com o peru. Nestes tempos de decoração iluminada, presentes, canções natalinas, ceia, presépios e amigo secreto, o que não podemos é deixar de celebrar a pessoa do natal, Jesus. Que neste natal, acima da crise e adversidades, todos nós, pensemos nos outros! Entenda que, com Jesus no coração, você está no lucro. Na verdade, o aniversariante é Ele, Jesus. A celebração é a Ele. Natal é tempo de fraternidade, de dar e receber perdão, é tempo de amor, de paz, de reconciliação entre os homens e o Criador. Então, celebre. Ele venceu o medo e nos trouxe eterna alegria! Que venha o advento natal de Jesus sobre todos nós. Está chegando o natal, celebremos com votos de paz na terra!.

 

O racismo existe na sociedade

Por mais que a sociedade esteja conscientizada, ainda assim o racismo é uma prática de parte de muitas pessoas da sociedade. Alguns tentam ignorar ou negar, mas o fato é que o racismo está bem presente. Precisamos trabalhar para que esta atitude repugnante e nefasta seja extirpada da sociedade como um todo! Mais que um erro, o racismo é um pecado e um crime determinado no código penal brasileiro. Em especial para um cristão, o racismo deve ser considerado inadmissível, pois é completamente contrário aos preceitos bíblicos. O Criador fez a todos nós, conforme sua imagem e semelhança. Todos somos seres humanos, criados por Deus para uma missão no mundo.

No passado, a igreja bizantina e romana, ao longo da história, cometeu o grave erro de retratar a face do Jesus histórico em seus mosaicos, quadros, afrescos e vitrais, como um jovem europeu de olhos azuis. Isso está completamente desassociado da realidade, pois Jesus era uma pessoa igual a todos da sociedade israelita da época. Era tão do povo, que o delator de Jesus precisou de um código para identificá-lo entre a multidão: “Aquele a quem eu saudar com um beijo, é ele; prendam-no” (Mt 26:48). Jesus não só teve um nascimento pobre e suburbano, mas também uma aparência física que se misturava facilmente à população. Jesus deveria ser moreno, mas certamente mais para o negro do que para o ariano.

Por outro lado, a História do cristianismo tem seus capítulos de redenção, por meio de homens cristãos como William Wilberforce (1759- 1833), político britânico, evangélico anglicano, que foi líder do movimento abolicionista do tráfico negreiro que resultou, em 1807, na aprovação do Ato contra o Comércio de Escravos.

O pastor batista Martin Luther King Jr tornou-se um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo. Em 1955 ajudou a fundar a Conferência da Liderança Cristã do Sul em 1957. A famosa Marcha sobre Washington em 1963 foi o palco para o discurso “I Have a Dream”. Em 1964, King recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo combate à desigualdade racial através da não violência. Foi assassinado em abril de 1968. Com os erros e acertos revelados pela história, o cristianismo contribuiu para o fim desta prática que vem bem antes dos tempos de Jesus. O racismo que vemos hoje, com expressões vulgares como “coisas de preto”, revela uma herança maldita do período da escravidão, que o mundo ocidental tem carregado sob a falsa máscara da “avançada” cultura helênica grega. Promova a igualdade entre todos. Somos todos seres humanos..

 

Saiba superar as suas perdas

No último dia 2 de novembro celebramos o dia de Finados, uma data especial dedicada à memória dos queridos que partiram. É um dia celebrado em todo o mundo, em diferentes datas, justamente porque todos já perdemos alguém que amamos.

A morte é inerente à vida, mas de certa forma, não sabemos lidar bem com ela quando atinge diretamente o nosso coração. Machado de Assis, o grande poeta brasileiro, disse: “Um homem consola-se, mais ou menos, das pessoas que perde.” Dentro da perspectiva humana, concordamos plenamente com ele. Ao viver a perda de uma pessoa amada, ninguém será completamente consolado apenas por meio de técnicas conhecidas por homens. Eu creio que somente em Deus é possível encontrar o real consolo e a reparação destas perdas. Somente Nele há o real aprendizado de como lidar com essa situação, do contrário, ficaremos para sempre lidando com um vazio. Existem perdas na vida, em especial as relacionadas ao luto, que somente pela ação sobrenatural de Deus conseguimos suportar e superar, mas a boa notícia é que conseguimos. E justamente por isto, Ele nos deu seu Espírito Santo, que chamou de Consolador.

Os sentimentos que envolvem essa realidade são difíceis de lidar. A dor de perder distorce nossa maneira de ver e de viver. Para tentar dominar a dor da perda e o medo de que ela aconteça de novo, usamos de mecanismos, dos mais diversos. Acontece que tais saídas podem não ser saudáveis. Muito pelo contrário, elas incorrem o risco de se tornarem verdadeiras prisões emocionais.

Em Hebreus 9:27, aprendemos que ao homem está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disto o juízo de Deus, não existindo mais conexão entre vivos e mortos. O Evangelho de Jesus não fala sobre outra vida terrena, além desta. Por isto precisamos amar e viver em paz e amor com todos, porque lidar com o remorso pode ser um grande fardo.

Podemos aprender a lidar com as perdas e aprender a ganhar com elas! Estamos falando muito sério quando fazemos tal afirmativa: cada perda pode se transformar em um grande ganho. Tudo depende do modo como se lida com elas. Decida buscar pela fé, após as perdas da vida, o crescimento. Ore a Deus, leia a Bíblia, converse com pessoas de fé, abra seu coração e desabafe, o processo de perda pode ser pedagógico e terapêutico, mas você precisa atravessá-lo. Se você passa por um momento difícil de perda, indico a leitura do livro “Supere Suas Perdas” (Editora Inspire), escrito por mim e em coautoria com a pastora e psicóloga Leila Paes. Prevalecer é superar suas perdas! Você não é a sua perda, sua dor não pode ser sua identidade..

 

Divisões e reformas da Igreja Cristã

A história da Igreja cristã é riquíssima. Analisando a partir do terceiro século, com a conversão do imperador Constantino Magno em 312dC, nasce a “Era Bizantina” da Igreja, que perdurou do Século IV ao X. O nome vem da instauração da capital Bizâncio, depois chamada de Constantinopla ou Nova Roma, atual Istambul. Foram tempos de retorno à cultura grega, com ênfase em uma igreja mais ortodoxa e mística, repleta de concílios e dogmas e, consequentemente, o afastamento de raízes cristãs primitivas e a criação de diversas heresias. Paralelamente, neste período há a “Era Romana”, com capital em Roma. Nela a instituição do Imperador como líder da Igreja dá início ao conceito do papado.

O Grande Cisma da igreja, em 1054, significou a divisão plena entre as duas igrejas, Bizantina e Romana. Ainda assim a igreja do ocidente cresceu muito, impulsionada pelo desbravamento das Américas e África. Mas esta igreja fazia jus à era vigente, chamada de “Era das Trevas”. Em meio ao povo iletrado, sacerdotes vendiam de amuletos à salvação. Foi neste contexto que se levanta um monge afirmando que cristãos deveriam voltar às Escrituras e que ela deveria chegar às mãos de cada camponês. O desfecho deste movimento se dá em 31 de outubro de 1517, quando Martinho Lutero prega as 95 famosas teses que iam contra as indulgências, contra o papado e contra uma igreja que precisava urgentemente ser reformada. O evangelho reformado predominou na Alemanha, França, Inglaterra, Escócia e Países Baixos. Chegou às suas colônias, como a Nova Inglaterra, hoje, Estados Unidos da América. De lá, vieram a maioria dos missionários que chegaram ao Brasil: Metodistas, Presbiterianos, Congregacionais, Batistas, bem como os pentecostais, como a Assembleia de Deus. A partir daí as igrejas protestantes em solo brasileiro foram se miscigenando à brasilidade, assim como o catolicismo romano. Nascem fenômenos sociológicos como a Universal do Reino de Deus, Mundial e Plenitude, dentre outras, explicados mais pela sociologia do que pela história e teologia. A realidade fragmentada e eclética da igreja evangélica brasileira é a clara realidade da sua sociedade.

Consolida-se então, a igreja evangélica brasileira, que hoje em ascensão representa 22% da população, segundo o IBGE. É uma igreja protestante diferente de todas as outras no mundo. Mas cremos que Deus é soberano e que cuidará de Sua igreja. O fato é que tanto a Igreja Romana, quanto a Protestante do passado e do presente, devem muito à Reforma do Século XVI. Vamos à Nova Reforma! Afinal, um dos lemas da Reforma foi: “uma vez reformada, sempre reformando”..

 

‘Essa gente morena incômoda’

Nesta semana o jornalista José Roberto Guzzo, da Veja, embora grande articulista, produziu o artigo “Essa gente incômoda”, referindo-se a cristãos protestantes no Brasil. O texto é tanto mergulhado no preconceito quanto superficial e generalista.

Relembro a história dos protestantes históricos no Brasil, tão antiga quanto o país. Inicia-se com franceses protestantes, chegados em 1555. Cem anos depois, no período de domínio holandês, a Igreja Evangélica Reformada era a oficial, com considerável liberdade religiosa a católicos e judeus. Após sua expulsão em 1654, apenas com a vinda da família real portuguesa e o Tratado de Comércio e Navegação com os ingleses houve nova abertura aos protestantes. A Igreja Presbiteriana do Brasil foi fundada em 1859. No Sul e Sudeste, os luteranos, episcopais e batistas chegaram com maior presença em fluxos migratórios. Seu legado de hospitais, escolas, universidades e organizações sociais filantrópicas é imenso.

A partir do século XX, as igrejas históricas em solo brasileiro também se miscigenaram à brasilidade, assim como o catolicismo romano, que foi se aculturando à realidade brasileira indígena e afrodescendente. A fé evangélica de protestantes históricos e suas subdivisões foi dando lugar às igrejas pentecostais, neopentecostais e comunitárias, sob a influência do jeito de ser brasileiro. A realidade fragmentada da igreja evangélica brasileira é a clara realidade da sua sociedade: plural, mística e passional.

Guzzo apenas joga mais divisão em meio a este povo já subdividido. Sobre estes, ele diz: “esse povo composto por morenos e brasileiros, vem sendo visto com horror por gente do bem da sociedade”. Que tipo de afirmação é esta? Conclui, ainda, que esta “gente incômoda”, “são um problema sem solução”. Esta “gente” representa 22% da população brasileira.

Ser cristão evangélico é ser brasileiro. É ser sal e luz, como ensinou nosso Mestre. Relembro o fato, inclusive, neste mês em que completamos 500 anos da Reforma Protestante, um movimento que trouxe luz à sociedade em meio à era das inquisições. Sobre incomodar? Um dos primeiros cristãos do mundo, um romano convertido ao judaísmo, Paulo, sofreu o seguinte estigma nas ruas de Tessalônica, ao levar o Evangelho de Jesus: “Estes que têm transtornado o mundo, chegaram também aqui” (Atos 17:6). De fato, cristãos verdadeiros incomodam o mundo há 2.000 anos.

Ser cristão é ser maior que o Cristianismo. É ser de Jesus e seguir Seus ensinamentos sobre a vida, a família e a sociedade, por meio de um relacionamento pessoal de fé. Voltemos à racionalidade, ao bom senso e à boa fé cristã.

Dias de muita tribulação

Furacão Irma em Miami

A terra vive dias difíceis! Uma espécie de convulsão. Vemos mentira e corrupção, disputas insanas por dinheiro e poder, grandes tragédias naturais, violência em famílias, recordes de suicídios (no Brasil são mais de 11.000 por ano) e o culto ao hedonismo, em que o meu prazer é mais importante que o direito do meu próximo. Vivemos um tempo de grande intolerância e divisão, em que a busca pelo sexo, dinheiro e poder está acima do bom senso da vida comunitária. O que está acontecendo na Terra? Não sou uma pessoa pessimista e muito menos fatalista, contudo, sou um cristão e creio nas Escrituras Sagradas como uma mensagem de Deus para o bem do homem.

Pedro assim escreveu em sua carta apostólica: “Saibam que, nos últimos dias, surgirão escarnecedores zombando e seguindo suas próprias paixões” (2 Pedro 3:3). Os sinais são muito evidentes de que algo não está bem e, de certa forma, há uma mensagem do céu para nossas vidas na Terra. Se estamos nos últimos dias ou não, não podemos afirmar, contudo, podemos ler as mensagens do Novo Testamento e refletirmos, por exemplo, sobre o que Paulo escreveu em sua segunda carta à Timóteo: “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus” (2 Timóteo 3:1-4). Que precisão em sua palavra, como se ele estivesse hoje em São Paulo, assistindo a TV, lendo os principais portais de notícias do mundo. O que fazer diante dessa realidade? É melhor seguir o conselho do próprio Cristo: “Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor” (Mateus 24:42). Orar e estar atento às situações da vida, viver com sabedoria, amor e graça. Como o apostolo Paulo orientou: “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus.

Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor” (Efésios 5:15-17). Não viva de qualquer forma, viva com sabedoria! O tolo despreza a sabedoria, mas o sábio a busca e reflete sobre ela. Até a natureza sofre pelos atos dos homens e, por isso, toda criação de Deus na Terra espera a redenção, como está Escrito: “Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto” (Romanos 8:22). Pense nisto!.

 

A Nova Independência contra a Corrupção

O feriado nacional, para muitos, é um convite ao descanso, mas deveria ser um convite também à reflexão e posicionamento, em virtude de atravessarmos um dos períodos mais difíceis da história do nosso país. Neste dia em que se comemora a independência da nação brasileira do domínio português, deparamo-nos com um país que amarga crises sem precedentes em seu sistema político falido, definha economicamente e não perde a capacidade de chocar com completa falta moral e ética de seus governantes, legisladores e até magistrados. Nossas mazelas estão expostas em seguidas notícias de bandidagem e assaltos aos cofres públicos.

A espantosa quantia de 51 milhões de reais em dinheiro foi encontrada em malas e caixas pela Polícia Federal nesta semana, na maior apreensão de dinheiro da história do Brasil. O acusado de escondê-las é o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que hoje cumpre prisão domiciliar na Bahia. A carreira política de Geddel é vasta, assim como seu envolvimento em casos de corrupção. Geddel, até pouco tempo, era braço direito de Temer, ocupando o cargo ministro da Secretaria de Governo. Foi também ministro e figura carimbada nos governos Lula e Dilma. Geddel é alvo da operação Cui Bono, que investiga esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal, com arrecadamento de propinas, entre 2011 e 2013.

O emaranhado da corrupção da dobradinha PT-PMDB é a cada dia mais evidente e escabroso. Nesta mesma semana, acompanhamos a denúncia ao STF, feita pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, de crime de organização criminosa cometido pelos ex-presidentes Luís Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e políticos ligados ao PT. O “quadrilhão do PT”, como está sendo chamado informalmente, também faz referências ao PMDB e PP.

Há poucos dias do final do mandato, Janot agora lida com o infame auto-grampo de Joesley Batista, que põe em cheque as negociações da delação premiada do empresário e a questionável contrapartida da sua imunidade.

O sábio Salomão bem afirmou: “O governante sem discernimento aumenta as opressões, mas os que odeiam o ganho desonesto prolongarão o seu governo” (Provérbios 18:16). No entanto, não podemos nos deixar levar pelos sentimentos mais óbvios do descrédito. Ore por seu país. Acompanhe de perto seus governantes, proteste em suas redes sociais e não deixe de se indignar com a corrupção, que nos é muito conhecida, mas que não precisa ser perpetuada como uma doença incurável no Brasil. Precisamos de uma nova independência para o nosso amado Brasil!

Ainda temos esperança em meio a tanta crise?

É um tempo realmente desafiador para todas as pessoas de bem da nossa sociedade. Internamente, estamos em meio a emaranhados de escândalos de corrupção envolvendo políticos e seus partidos, empresários e suas empresas, religiosos e suas igrejas. Estamos mergulhados na maior crise política de nossa história, o que tem desencadeado sérios efeitos colaterais nas finanças públicas e privadas, na saúde, educação, segurança pública e emprego. O que vemos no Estado do Rio de Janeiro é apenas uma face do que ocorre em todo o país. Bairros sitiados, escolas fechadas, universidades e hospitais desativados e, a cada dia, mais mortes de civis inocentes. Numa perspectiva global, vivemos em um mundo acuado e instável, com ondas de terrorismo radical islâmico pressionando o Ocidente em seus valores de liberdade e direitos civis, dentro da maior onda migratória da história recente da humanidade. Diante de todos estes cenários, qual deve ser nosso papel?

Quando Jesus tratou sobre ser o sal da terra e a luz do mundo, entendo que se referiu a toda situação. Cristãos devem fazer a diferença onde estão e é nesse momento que entendo que a Igreja precisa fazer a diferença na sociedade. É tempo de firmar a fé, caráter e valores em Cristo, nossa Rocha. Não estou dizendo que a Igreja deva tomar partido e envolver-se politicamente nas discussões, mas há ações importantes que cada um deve tomar. Há solução segura quando princípios revelados na Bíblia são colocados em prática. Isso requer que, primeiramente, sejam reafirmamos os princípios de liberdade religiosa e de expressão. A liberdade é uma forte coluna de um cristão. Reafirmamos a separação entre Estado e Religião, devendo o Estado permanecer neutro e não hostil às religiões, já que ele é laico, mas não ateu. O Estado precisa da ajuda da igreja e das suas organizações sociais e filantrópicas.

Cada cristão deve orar também pelos seus governantes. Em Romanos 13:1, lemos que nenhuma autoridade se estabelece sem que Deus permita. As crises são sempre oportunidades de reavaliar nossos rumos.

Seja presente e atuante na vida comunitária, não se torne um critico anônimo, escondido por de trás de um perfil “fake” de redes sociais. Críticas azedas nada constroem, apenas divisão e ódio. Vamos orar como se tudo dependesse de Deus e trabalhar como se tudo dependesse de cada um de nós. Façamos coisas grandes em meio a atitudes pequenas. E que a oração de Jeremias por Israel, na época do cativeiro babilônico, seja a realidade de Deus sobre cada brasileiro: “Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês”, diz o Senhor, “planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro” (Jeremias 29:11)..