Pantera Negra e a dor de todos nós

Meus filhos e eu gostamos muito dos filmes da Marvel. A produção, os enredos e a ação fazem deles um bom entretenimento em dias tão estressantes. Além disso, histórias de ficção podem revelar um pouco de cada um de nós. Semana passada fomos ver o mais novo sucesso da marca, Pantera Negra. O filme foi um exemplo de uma produção de grande orçamento dirigida e roteirizada por negros e estrelada por um elenco majoritariamente afrodescendente. Além disso, a forma respeitosa e exuberante como o mundo de Wakanda é retratado, o fez entre os mais elogiados entre os 18 lançamentos do universo cinematográfico Marvel.

Além de todos os efeitos especiais, os clássicos da Marvel, chamam a atenção o fato em comum entre os personagens, geralmente eles tinham dores do passado que, por estarem mal resolvidas, voltam com força ao presente. Somos muito diferentes dos super-heróis em seus poderes, mas muito próximos a eles em suas dores humanas. Sentimentos negativos, perdas, injustiças, abusos e dores do passado, quando não tratados e resolvidos, poderão travar sua vida no presente. Como disse Rick Warren, autor do best seller mundial, “Uma Vida com Propósitos”: “guardar mágoa e ressentimento em seu coração, é o mesmo que tomar veneno e esperar que os outros morram”. Voltando ao Pantera Negra, o filme gira em torno de uma dor mal resolvida do vilão da saga, Erik Killmonger (Michael B. Jordan). Este chorou sobre o cadáver de seu pai, N’Jobu (Sterling K. Brown), um espião de Wakanda enviado aos EUA no começo dos anos 1990 e que se revoltou com a forma como os negros são tratados ao redor do mundo. Quando o rei T’Chaka (John Kani) descobre que N’Jobu pretendia usar o vibranium, metal precioso que só existe em Wakanda, como uma arma de libertação para povos oprimidos em todo o mundo, os dois divergem e T’Chaka acaba matando o próprio irmão. Órfão de pai, Killmonger se radicaliza e canaliza a raiva para tentar completar os planos de N’Jobu. Cabe aqui uma importante reflexão. Temos visto muita raiva, ódio e violência expostos na sociedade que tem diretamente a ver com esta questão: uma orfandade não resolvida. O mundo utópico e imaginário do Reino de Wakanda pode nos trazer uma realidade do nosso mundo real: somos humanos e precisamos tratar bem das nossas emoções. Do contrário, teremos efeitos colaterais graves para nossas vidas e para as pessoas que amamos. Somos seres especiais, dotados de uma capacidade ímpar na natureza, dada pelo Eterno Criador: temos a capacidade de escolha.

Busque ajuda! Cure suas feriadas do passado e viva emocionalmente saudável! Faça escolhas em paz e siga rumo ao destino que Deus preparou para você. Ele tem planos de paz e de grande futuro, como está escrito no livro do profeta Jeremias, 29:11. Você não é sua dor, ela não determina seu futuro, suas atitudes sim! Decida ser filho de Deus, porque Jesus o convida a crer que o Pai é nosso!.

 

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